Fabricante de roupas em Bangladesh para marcas brasileiras
O Brasil é um mercado grande e em crescimento para as roupas de Bangladesh: as exportações para o país subiram 17,89%, para US$ 197,92 milhões, no ano fiscal 2025–26, segundo dados do Export Promotion Bureau compilados pela BGMEA. É também um dos mais tributados. Esta página mostra como os tributos se acumulam, o que muda com a reforma tributária brasileira e o que você precisa ter pronto antes do primeiro contêiner. CMB Sourcing Ltd. é um escritório de compras (buying house) em Narayanganj, Dhaka: a produção é feita em fábricas parceiras auditadas, e nós tratamos das amostras, da inspeção de qualidade e do envio.
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Em resumo
Roupas de Bangladesh pagam no Brasil a Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, de 35% na maioria das peças, sem acordo comercial que a reduza. Somam-se o IPI, à alíquota que a TIPI fixa para o produto, e, na importação, o PIS e a Cofins (11,75% somados no regime geral, mais um adicional de 0,6% da Cofins sobre roupas em 2026, tributos que a reforma tributária brasileira está substituindo), e o ICMS estadual de cerca de 17% a 20% para a maioria dos produtos, calculado sobre uma base que inclui o próprio imposto. O importador precisa da habilitação no Radar, e as etiquetas seguem a Portaria Inmetro nº 118/2021.
Versão em português do nosso guia em inglês, com os mesmos números, datas e fontes. Em caso de divergência, prevalece a versão em inglês. Traduzido do inglês com a ajuda de inteligência artificial e verificado parte a parte com o original.
Imposto de importação: 35% pela TEC do Mercosul
O Brasil aplica a Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, que vai de zero a 35%, e roupas comuns, como camisetas, jeans e ternos, ficam no topo dessa faixa. Bangladesh não tem acordo comercial com o Brasil nem com o Mercosul, por isso suas peças pagam a alíquota cheia.
Os mesmos 35% se aplicam às outras grandes origens asiáticas, de modo que Bangladesh concorre com China, Índia e Vietnã em igualdade de condições tarifárias. A desvantagem é em relação aos próprios membros do Mercosul, cujos produtos circulam dentro do bloco sem imposto de importação.
Como os tributos de importação se acumulam
O imposto de importação é só a primeira camada. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é cobrado à alíquota fixada para o produto na Tabela de Incidência do IPI (TIPI), sobre o valor aduaneiro mais o imposto de importação. O PIS-Importação e a Cofins-Importação somam 11,75% no regime geral, cobrados apenas sobre o valor aduaneiro, e as roupas (capítulos 61 a 63) pagam um adicional de Cofins-Importação de 0,6 ponto percentual em 2026, que, ao contrário das alíquotas básicas, não gera crédito (a lei fixa 0,4 para 2027, ano em que a CBS deve substituir a Cofins). Depois, o estado cobra o ICMS, normalmente entre 17% e 20% para a maioria dos produtos, conforme o estado de destino, e ele é calculado “por dentro”: o imposto integra a sua própria base de cálculo, de modo que a alíquota efetiva é maior que a nominal.
Como o IPI incide sobre o valor aduaneiro mais o imposto de importação, e o ICMS sobre uma base que inclui o imposto de importação, o IPI, o PIS, a Cofins e o próprio ICMS, o total de tributos sobre uma peça fica muito acima de 35%. Faça a simulação com um despachante aduaneiro brasileiro para o seu estado antes de definir os preços de varejo.
| Tributo | Alíquota | Observações |
|---|---|---|
| Imposto de Importação (II) | 35% na maioria das peças | Tarifa Externa Comum do Mercosul |
| IPI | Conforme a TIPI para o produto | Cobrado sobre o valor aduaneiro mais o imposto de importação |
| PIS e Cofins na importação | 11,75% somados, regime geral, mais 0,6% de adicional da Cofins sobre roupas em 2026 | Em substituição pela reforma tributária |
| ICMS | Cerca de 17% a 20% para a maioria dos produtos, conforme o estado | Calculado sobre uma base que inclui o próprio imposto |
A reforma tributária brasileira
O Brasil está substituindo seus tributos sobre o consumo por um IVA dual. Depois de um ano de teste em 2026, a CBS federal substitui o PIS e a Cofins a partir de 2027, quando o IPI também é zerado para a maioria dos produtos. O IBS, estadual e municipal, substitui então o ICMS e o ISS gradualmente, com a transição concluída em 2033. O imposto de importação em si não faz parte da reforma.
Para um importador, o ponto prático é que as linhas de tributos no seu custo nacionalizado vão mudar durante a vida de uma relação com um fornecedor. Pergunte ao seu despachante qual regime se aplica na data de desembaraço das suas mercadorias, em vez de se basear no cálculo do ano passado.
Habilite-se como importador: Radar
Toda importação no Brasil é declarada pelo Siscomex, e para operar nele a empresa precisa da habilitação no Radar junto à Receita Federal, além de um certificado digital válido do seu representante legal. O Radar tem modalidades, e a limitada restringe as importações a US$ 50 mil ou US$ 150 mil por semestre, então confira se a sua cobre o valor dos pedidos que você planeja.
Etiquetas: Portaria Inmetro nº 118/2021
A etiquetagem de produtos têxteis no Brasil é regida pela Portaria Inmetro nº 118, de 11 de março de 2021. Ela se aplica a produtos com pelo menos 80% de fibras têxteis em massa e exige etiquetas permanentes, resistentes à lavagem, em português, com a composição têxtil, o nome ou a marca registrada e o CNPJ da empresa responsável, o país de origem, o tamanho e as instruções de conservação. Os importadores são responsáveis pelo conteúdo.
Envie-nos o texto da etiqueta, incluindo o seu CNPJ, junto com o tech pack (ficha técnica); as etiquetas são feitas e costuradas na fábrica, para que as mercadorias cheguem prontas para venda.
Transporte e estações
Os pedidos para o Brasil seguem por via marítima de Chattogram com transbordo, normalmente para Santos, em uma das rotas mais longas a partir de Bangladesh. As estações são invertidas, então uma coleção outono-inverno para o Brasil é embarcada durante a primavera do hemisfério norte. Inclua no seu calendário, desde o início, o tempo de trânsito e o de desembaraço.
Um comércio de mão dupla baseado no algodão
A UN Comtrade registra US$ 282 milhões em importações brasileiras de Bangladesh em 2025, sendo US$ 133 milhões em vestuário de malha e US$ 119 milhões em vestuário de tecido plano, e US$ 2,72 bilhões em exportações brasileiras para Bangladesh no mesmo ano, lideradas pelo açúcar, com US$ 874 milhões, e pelo algodão, com US$ 815 milhões. As fiações de Bangladesh estão entre os maiores compradores de algodão brasileiro, então uma marca brasileira que compra camisetas em Bangladesh pode muito bem estar recomprando a fibra do próprio país em forma de roupa pronta.
É por essa relação que os dois governos falam de um acordo comercial: em julho de 2025, o presidente do Banco Central do Brasil disse ao embaixador de Bangladesh que o Brasil enviaria uma minuta de memorando de entendimento como base para um possível acordo, e o embaixador estimou o comércio bilateral em mais de US$ 4 bilhões por ano. Nada mudou ainda os 35% da TEC do Mercosul, e esta página dirá quando isso acontecer.
Trabalhar conosco a partir do Brasil
O Brasil está nove horas atrás de Bangladesh. As mercadorias seguem por via marítima de Chattogram para Santos ou Itajaí, uma das rotas mais longas que planejamos; cotamos FOB Chattogram ou DDP até o seu armazém, em dólares americanos, e você pode pedir que o imposto de importação de 35% e os tributos federais e estaduais sejam listados na cotação, para que o seu despachante confira o custo nacionalizado linha por linha.
- Fábrica identificada antes da produção, com endereço, relatório de auditoria e situação no Accord
- Etiqueta em português conforme a Portaria Inmetro nº 118/2021 aprovada na amostra de pré-produção
- Registros de origem do algodão, a solicitar à fiação quando uma história de algodão brasileiro importa para a sua marca
- Controles de qualidade na linha e o relatório da inspeção final AQL, depois fatura, romaneio (packing list), documento de transporte e documentos de origem
Na fábrica parceira.
Fotografias e vídeo reais, não imagens geradas por IA: a fábrica parceira de Narayanganj onde mandamos produzir e controlamos as encomendas.


Perguntas dos compradores no Brasil
Qual é o imposto de importação de roupas de Bangladesh para o Brasil?
A maioria das peças de Bangladesh paga 35% de imposto de importação no Brasil pela Tarifa Externa Comum do Mercosul, porque Bangladesh não tem acordo comercial com o Brasil nem com o Mercosul que o reduza. O imposto de importação é só a primeira camada, e o IPI e o ICMS são cobrados sobre bases que o incluem. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vem em seguida, à alíquota fixada para o produto na TIPI, sobre o valor aduaneiro mais o imposto de importação. O PIS-Importação e a Cofins-Importação somam 11,75% no regime geral, mais um adicional de 0,6% da Cofins sobre roupas em 2026, ambos cobrados apenas sobre o valor aduaneiro. O estado de destino cobra então o ICMS, normalmente de 17% a 20% para a maioria dos produtos, calculado de forma que o imposto fique dentro da sua própria base. O total, portanto, fica bem acima de 35% e varia conforme o estado. A reforma tributária substitui o PIS e a Cofins pela CBS federal a partir de 2027 e converte gradualmente o ICMS no IBS até 2033; por isso, pergunte a um despachante aduaneiro brasileiro qual regime se aplica na data do seu desembaraço antes de definir os preços de varejo.
O que eu preciso para importar roupas para o Brasil?
Comece pela habilitação. Toda importação é declarada pelo Siscomex, e a sua empresa precisa da habilitação no Radar junto à Receita Federal e de um certificado digital válido do seu representante legal; o Radar tem modalidades, e a limitada restringe as importações a US$ 50 mil ou US$ 150 mil por semestre, então confira se a sua cobre os seus pedidos. Depois, as etiquetas: a Portaria Inmetro nº 118, de 2021, exige etiquetas permanentes e resistentes à lavagem, em português, com a composição têxtil, o nome ou a marca registrada e o CNPJ da empresa responsável, o país de origem, o tamanho e as instruções de conservação, para produtos com pelo menos 80% de fibras têxteis em massa. A fábrica produz e costura essas etiquetas a partir do seu texto, então inclua o seu CNPJ junto com o tech pack. Por fim, um despachante aduaneiro para classificar cada modelo e calcular os tributos para o seu estado. Com isso pronto, o resto é planejamento: o Brasil fica a uma longa rota marítima de Chattogram, e as suas estações são o inverso das da Europa.
Roupas de Bangladesh pagam menos imposto de importação no Brasil do que roupas da China?
Não. Roupas de Bangladesh e roupas da China pagam os mesmos 35% de imposto de importação no Brasil na maioria das peças, porque nenhum dos dois países tem acordo comercial com o Brasil ou com o Mercosul, a união aduaneira cuja Tarifa Externa Comum o Brasil aplica. Índia e Vietnã estão na mesma situação, então, entre as grandes origens asiáticas, o imposto não decide a escolha; preço, qualidade e tempo de trânsito decidem. Os fornecedores que pagam menos são os próprios membros do Mercosul, cujos produtos circulam no bloco sem imposto de importação. Brasil e Bangladesh já discutiram um acordo comercial, mas nenhum acordo foi assinado, então planeje com 35% e guarde os documentos de origem de cada embarque para o caso de um acordo ser fechado. A graduação de Bangladesh da categoria de País de Menor Desenvolvimento Relativo, prevista para 24 de novembro de 2026, também não muda nada no Brasil, porque Bangladesh já paga a alíquota cheia do Mercosul. Comprar algodão brasileiro não muda a origem da peça: ela é de Bangladesh porque é cortada e costurada lá.
Minhas roupas feitas em Bangladesh podem usar algodão brasileiro?
Muitas vezes já usam. O Brasil vendeu a Bangladesh US$ 815 milhões em algodão em 2025, segundo dados da UN Comtrade, e as fiações de Bangladesh estão entre os maiores compradores da fibra brasileira, então o fio de uma camiseta feita em Bangladesh frequentemente começou em Mato Grosso ou na Bahia. Se essa origem importa para a sua marca, avise-nos na fase de amostras e peça os registros de origem do algodão da fiação para o fio usado no seu tecido, que as fiações mantêm porque compradores americanos e europeus os pedem. O que isso não faz é mudar a origem aduaneira da peça, que é de Bangladesh porque foi lá que ela foi cortada e costurada, nem os 35% da TEC do Mercosul. O que isso pode fazer é dar a uma marca brasileira uma história verdadeira, uma peça de algodão brasileiro fiado, transformado em malha e costurado em Bangladesh, e sustentar uma alegação de composição com documentos em vez de uma suposição.